terça-feira, 13 de novembro de 2012

Aprendendo a referenciar fontes de pesquisa e informação em trabalhos acadêmicos e científicos

     Visando dar suporte aos elaboradores de trabalhos acadêmicos e científicos (projetos, relatórios, monografias, artigos, etc.), a presente publicação busca orientar a formatação do que é denominado de REFERÊNCIAS, uma das páginas obrigatórias da elaboração de qualquer trabalho de caráter científico, já que nada se escreve por si e de si só, mas sempre com base em informações e em escritos de outros.
     Diante disso, exponho a princípio algumas orientações a seguir:
A) Primeiro, friso que não se use a expressão REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS no título, uma vez que se essa expressão for usada, significa dizer que só se leu, só se pesquisou textos impressos, ficando de fora artigos encontrados em sites, vídeos, filmes, entrevistas, etc. Usando-se apenas o termo REFERÊNCIAS pode-se perceber que esta página poderá acoplar qualquer fonte de pesquisa;
B) Na formatação, o espaçamento entre linhas é de 1,0 e sempre alinhado à esquerda;
C) Às vezes, um determinado assunto abordado numa fonte como revista, jornal ou site não apresenta autor por ser de responsabilidade da Redação da Revista, do Jornal ou site. Quando isso ocorrer, será a instituição a autora;
D) No caso de documentos como Leis, Resoluções, ou qualquer outra publicação emitida pelo Governo, considera-e autor a esfera administrativa. Por exemplo, se uma Lei for de origem do Governo Federal, o autor é o Brasil; se for de algum Estado, o autor será esse Estado e, se for de origem de algum Município, o autor será esse Município;
E) No todo,  as referências devem estar em ordem alfabética em relação ao primeiro nome de cada uma delas, e isso independente de serem referências de livro, de revista, de jornal, de site, de entrevista, etc;
F) Oriento ainda a observação de que para cada tipo de fonte de pesquisa e informação será necessário uma formatação específica. Para algumas, por exemplo, utiliza-se letras sem destaque, em outras usa-se palavras em itálico, outras em negrito. Em algumas separações de componentes de uma determinada referência usa-se vírgulas, em outras usa-se ponto e até ponto e vírgula e dois pontos. Deve-se estar atento a cada detalhe. Vejamos a seguir algumas mais usadas em termos de consulta:


1. PARA REFERÊNCIAS DE LIVRO IMPRESSO: 

Siga-se a ordem:
SOBRENOME DO AUTOR, nome do Autor. Título da obra em itálico.(ou : subtítulo da obra normal). nº da edição. abreviação da edição. cidade de publicação: nome da editora, ano de publicação. nº de páginas da obra se lido o livro todo (ou p. nº das páginas lidas quando apenas algumas páginas da fonte foram lidas).

Exemplo:

LOPES, Sônia Godoy B. Carvalho. Bio: introdução à biologia. 11. ed. rev. São Paulo: Saraiva, 2001. 59p.

Observações:

A) Observe que neste exemplo acima, este livro só tem um autor. Caso tivesse dois autores, colocar-se-ia um ponto e vírgula e da mesma forma se faria em seguida com o nome do 2º autor logo após o nome do primeiro. Ex:

LOPES, Sônia Godoy B. Carvalho; SALVADOR, Gabriel. Título da obra...........

B) Se o livro tivesse três autores ou mais, colocar-se-ia apenas o nome do autor principal e em seguida acresecentaria em itálico a expressão latina et all. Daí, dá-se a sequência normal às demais informações. Ex.:

LOPES, Sônia Godoy B. Carvalho et all. Título da obra..........

C) Quando não houver alguma dessas informações no livro, ignora-se essa ausência e passa-se para a informação seguinte.

D) Quando a referência a ser feita não for do livro, mas apenas de um capítulo ou artigo do livro, escreve-se pela mesma ordem primeiro o nome do autor do capítulo ou artigo e depois o título do capítulo ou artigo em itálico. Em seguida escreve-se a expressão inglesa "In" seguida de dois pontos. Daí, escreve-se a referência do livro em que se encontra o capítulo ou artigo. Um detalhe: Neste caso, o título do livro fica em negrito e no final da referência, ao invés de dizer quantas páginas tem o livro (por exemplo: 59p), diz-se em que página começa e termina o artigo (por exemplo: p. 11-15). Para este caso, veja o exemplo.:

SOUZA, Luiz. A biologia celular. In: LOPES, Sônia Godoy B. Carvalho. Bio: introdução à biologia. 11. ed. rev. São Paulo: Saraiva, 2001. p. 11-15.

E) Caso o capítulo ou artigo do livro seja do próprio autor do livro, após a expressão "In" e os dois pontos, usa-se um travessão de cinco espaços em substituição do nome do autor, já que seu nome já foi referenciado no início.Ex.:

LOPES, Sônia Godoy B. Carvalho. A biologia humana. In: _____. Bio: introdução à biologia. 11. ed. rev. São Paulo: Saraiva, 2001. p. 16-23.


2. PARA REFERÊNCIAS DE ARTIGOS DE REVISTA:

Siga-se:
a) sobrenome do autor em maiúsculo, seguido de vírgula e de seu prenome preferencialmente abreviado;
b) título do artigo em itálico;
c) subtítulo do artigo (se houver), sem destaque;
d) título da revista em negrito;
e) local da publicação da revista;
f) ano da revista (se houver) em algarismo arábico;
g) volume da revista (abreviado);
h) número da revista (abreviado);
i) página inicial e final do artigo;
j) mês e ano da publicação (meses com mais de 4 letras devem ser abreviados até a 3ª letra em língua original de publicação).

Exemplos:

ARAÚJO, A. G. Lucro verde. Marketing, São Paulo, ano 37, n. 357, p. 22-27, out. 2002.

GUEDES, E. M.; MAURO, M. Y. C. (Re)visando os fatores e as condições de trabalho de enfermagem hospitalar. Revista de Enfermagem da UERJ, Rio de Janeiro, v. 9, n. 2, p. 144-151, maio/ago. 2001.

3. PARA REFERÊNCIAS DE ARTIGOS DE JORNAL:

Siga-se:
a) sobrenome do autor, em maiúsculao, seguido de vírgula (se não houver autor, inicia-se pelo título do artigo com a primeira palavra em maiúsculo) e do(s) seu(s) prenome(s) de preferência abreviado(s);
b) título do artigo em itálico;
c) subtítulo do artigo (se houver) sem destaque;
d) nome do jornal em negrito;
e) local de publicação do jornal;
f) dia, mês (abreviado) e ano do jornal;
g) caderno, seção ou suplemento do jornal no qual se encontra o artigo (se não houver caderno, seção ou supleento, a página precederá a data);
h) página inicial e final do artigo.
Exemplos:

BURKE, P. Uma história social do lixo. Folha de São Paulo, São Paulo, 9 dez. 2001. caderno Mais!, p. 15.

MARQUES, D. Os catadores de sucata são grandes heróis. Diário de São Paulo, São Paulo, p. 6, 5 nov. 2001.

4. PARA REFERÊNCIAS DE ARTIGOS DE REVISTA OU JORNAL ON-LINE:

Segue-se as mesmas orientações para artigos de revista e jornal impressa. Entretanto, após a data, deve-se acrescentar a expressão:
Disponível em: < endereço eletrônico do artigo >. Acesso em (data do acesso).
Exemplo:

NEGRÃO, P. Desenhar hoje para ler mapas no futuro. Revista Nova Escola, São Paulo, n. 168, dez. 2003. Disponível em: < http://www.novaescola.abril.uol.com.br/ >. Acesso em 18 dez. 2003.

Observação:
A) Em não sabendo ou não identificando outras informaçõs, ao informar o nome da revista ou do jornal, pode-se seguir para a expressão Disponível em.......

5. PARA REFERÊNCIAS DE FILMES E VÍDEOS:

Siga-se:
a) título da obra com primeira palavra em maiúsculo;
b) diretor e/ou produtor da obra;
c) local de produção;
d) produtora;
e) ano de produção;
f) características físicas da obra (se 1 videocassete, se 1 dvd, etc)
tempo de duração da obra.
Exemplo:

A MARVADA carne. Direção de André Klotzel. Produção de Cláudio Kans. São Paulo: Intermovies, 1985. 1 videocassete. Duração 2h.

6) PARA REFERÊNCIAS DE ENTREVISTA:

Siga-se:
SOBRENOME DO AUTOR. prenome do Autor. Assunto ou título do programa. Local do depoimento, entidade onde aconteceu o pronunciamneto, data em que a entrevista foi concedida. Nota indicando o tipo de depoimento e nome do entrevistador.
Exemplo:

SUSSENKIND, Arnaldo. Anteprojeto da nova CLT. Porto Alegre, Televisão Guaíba, 29 abr. 1979. Entrevista a Amir Domingues.

7) PARA REFERÊNCIAS DE INFORMAÇÃO VERBAL (Palestra, Congresso, Conferência, Discurso, Anotação de Aula, etc)

Siga-se:
SOBRENOME DO AUTOR, prenome do Autor. Assunto ou título. Local, instituição que promoveu o evento (se houver), data. Nota indicando o tipo de depoimento (se palestra, se congresso, etc).
Exemplo:

KOUTZIL, Flávio. A Guerra do Golfo e suas consequências na América Latina. Porto Alegre, UFRGS, 13 mar. 1991. Palestra ministrada aos professores, alunos e funcionários da FABICO.

8) PARA REFERÊNCIAS DE DOCUMENTOS OFICIAIS (Leis, por exemplo):


Siga-se:
a) NOME DA ESFERA ADMINISTRATIVA AUTORA. Nº da Lei em itálico: nome da Lei quando for o caso ou ementário, local de publicação: veículo de publicação e seu local de instalação, ano de publicação.

Exemplo:
BRASIL. Lei Nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: Diário Oficial da União, DF, 1996.

b) NOME DA ESFERA ADMINISTRATIVA AUTORA. Nº da Lei em itálico: nome da Lei quando for o caso ou ementário, local de publicação: veículo de publicação e seu local de instalação, ano de publicação. Disponível em . Acesso em (data).

Exemplo:
BRASIL. Lei Nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: Diário Oficial da União, DF, 1996. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1996/lei-9394-20-dezembro-1996-362578-publicacaooriginal-1-pl.html>. Acesso em 15 jan. 2011.

c) NOME DA ESFERA ADMINISTRATIVA AUTORA. Nº da Lei em itálico: nome da Lei quando for o caso ou seu ementário, local de publicação: veículo de publicação e seu local de instalação, ano da edição, nº da edição, data de publicação. referência da Seção, nº da página.

Exemplo:
BRASIL. Lei nº 11.474, de 15 de maio de 2007: Altera a Lei Nº 10.188, de 12 de fevereiro de 2001, que cria o Programa de Arrendamento Residencial, institui  o arrendamento residencial com opção de compra, e a Lei Nº 11.265, de 3 de janeiro de 2006, que regulamenta a comercialização de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância e também a de produtos de puericultura correlatos, e dá outras providênciasBrasília: Diário Oficial da UniãoDF, ano 144, n93, 16 maio 2007. Seção I, p.1.

9) PARA REFERÊNCIAS DE BÍBLIAS

Siga-se:
a) BÍBLIA. Língua. Título da obra. Tradução ou versão. Local: Editora, Data de publicação. Total de páginas. Notas (se houver).

Exemplo:
BÍBLIA. Português. Bíblia de Estudo Pentecostal. Tradução de João Ferreira de Almeida. Rev. e corrig. Rio de Janeiro: CPAD, 1995. 2030 p. Bíblia média preta com Índice temático geral, Concordância abrev. da Bíblia, Harpa Cristã e Índice dos Mapas e dos Nomes Geográficos.



REFERÊNCIAS:



ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: Informação e documentação – trabalhos acadêmicos – apresentação. Rio de Janeiro: mar. 2011. 11p.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração, análise e interpretação de dados. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1990.

MARCANTONIO, Antonia Terezinha; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza; SANTOS, Martha Maria dos. Elaboração e divulgação do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 1993.
SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 21. ed. rev. e amp. São Paulo: Cortez, 2000. 279p.



quinta-feira, 28 de junho de 2012

Funcionários da Educação Pública veem o Estado Brasileiro pagando dívida social com sua valorização no contexto escolar

     Depois da percepção e, consequentemente, de variados estudos por parte de vários profissionais (professores, filósofos, antropólogos, sociólogos, etc) da sociedade brasileira, que se dedicam às causas sociais e ao desenvolvimento igualitário do país em aspectos sociais, políticos, econômicos, etc, os Funcionários da Educação Pública Brasileira veem-se no foco das políticas públicas do Brasil.
     Somente para esses Funcionários isso não é novidade.Um sentimento de humilhação, desvalor e desvalorização foi, por muito tempo, carregado pelos funcionários das escolas públicas e também de muitas escolas privadas no Brasil. Estes sempre tiveram essa percepção, e sentiram na pele, na carne esse tratamento negativamente diferenciado, carregando sobre seus ombros o estigma de serem injustamente vistos como "os  inferiores" dentro da escola.
     Estudos comprovam dentro do contexto histórico da educação brasileira o tratamento desigual e excludente existente entre os profissionais da Educação, e que até mesmo nos dias atuais ainda é notório dentro das escolas brasileiras essa disparidade.
     A história mosta que a sociedade teve, por muito tempo, a visão de que os profissionais do Magistério (os professores) constituíam a classe elitista da escola, ficando por trás e para trás os demais atores dessa tão importante parcela da constituição da escola, tão importantes quanto quaisquer outras funções assumidas dentro do espaço escolar.
     É interessante notar que a própria Constituição Federal de 1988 e a Lei Nº 9.394/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) já contemplavam esses profissionais nesse contexto, mas a sociedade não lhe deu a devida atenção, tendo ficado até então, esses funcionários, nessa condição desprezível no contexo escolar.
     Mas a partir dessa percepção, e enfrentando as barreiras sociais e políticas para a quebra dessa concepção, o desafio inicia-se de pequenas instâncias das esferas de governo brasileiro pela mudança dessa condição de desvalor e desvalorização. A história, a partir de planos e de ações, começa tomar um outro rumo, gerando perspectivas de progressão não só na carreira, mas também salarial desses GRANDES PROFISSIONAIS.
     Experiências anteriores ao Profuncionário, que é hoje uma política de governo do Governo Federal, são frutos de discussões iniciada no fim da década de 1980, em Mato Grosso, no Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTEP), antiga Associação Mato-grossense dos Profissionais da Educação, quando foram realizados cursos profissionalizantes presenciais, cuja proposta superou expectativas dos idealizadores alcançando a atenção de outros municípios e do Estado matogrossense e, dái outros Estados brasileiros e não só eles. Despertou o interesse do Estado Brasileiro transformando a  proposta numa política pública nacional,  reconhecendo sua dívida com esses servidores públicos. Entre os projetos estão os seguintes:

     a) Projeto Arara Azul, realizado em Mato Grosso, que habilitou mais de 5.000 funcionários da Rede Estadual entre 1992 a 2005;
     b) Cursos Profissionais da Rede Municipal de Cuiabá, Estado do Mato Grosso,  que formou cerca de 1.000  Funcionários das escolas públicas entre 1995 e 2005;
     c) Cursos Profissionais da Rede Estadal do Acre que habilitou cerca de 300 funcionários entre 2000 e 2002;
     d) Cursos Profissionais da Rede do Distrito Federal que tiveram uma versão coordenada pelo Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar (SAE) no Distrito Federal, entre 1996 e 1998 e que habilitou cerca de 100 funcionários em três cursos técnicos, e outra coordenada pela Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE), interrompida em 1998, quando foi oferecida para 600 funcionários.

     É daí que o Conselho Nacional de Educação (CNE) junto à Câmara de Educação Básica (CEB), através da Resolução CNE/CEB Nº 5/2005 inclui nos quadros anexos à Resolução CNE/CEB Nº 4/1999 a 21ª Área Profissional denominada Serviços de Apoio Escolar, e através do Parecer CNE/CEB Nº 16/2005 estabelece a Proposta de Diretrizes Curriculares Nacionais para a Área Profissional de Serviços de Apoio Escolar.
     Daí o Ministério da Educação, através da PORTARIA NORMATIVA MEC Nº 25/2007, de 31 de maio de 2007, publicada no Diário Oficial da União em 1º/6/2007, instituiu o Curso Técnico de Formação dos Funcionários da Educação - PROFUNCIONÁRIO e através da PORTARIA NORMATIVA MEC Nº 539/2007, de 31 de maio de 2007, publicada eno D.O.U. de 1º/6/2007, o Ministério da Educação instituiu o Conselho Político do Profuncionário. (A Portaria Normativa MEC Nº 25/2007 foi alterada pela PORTARIA NORMATIVA MEC Nº 13/2008, de 25 de setembro de 2008, publicada no D.O.U. de 26/9/2008 e a Portaria Normativa MEC Nº 539/2007 foi alterada pela PORTARIA MEC Nº 1.199/2008, de 25 de setembro de 2008, publicada no D.O.U. de 26/9/2008).
     Agora, a partir desta Política Pública, o Conselho Nacional de Educação e a Câmara de Educação Básica, através da RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 5/2010, de 3 de agosto de 2010, publicada no D.O.U. de 4/8/2010 fixa as Diretrizes Nacionais para os Planos de Carreira e Remuneração dos Funcionários da Educação Básica pública, que considera como  Profissinais da Educação só os trabalhadores portadores de diploma de curso técnico ou superior em área pedagógica ou afim, desde que habilitados nos termos da Resolução CNE/CEB Nº 5/2005 que criou  a área profissional de Serviços de Apoio Escolar. E para isso, a Presidência da República, através do DECRETO Nº 7.415/2010, de 30 de dezembro de 2010, publicado no D.O.U. de 31/12/2010, instituiu a Política Nacional de Formação dos Profissionais da Educação Básica, dispondo sobre o Programa de Formação Inicial em Serviço dos Profissionais da Educação Básica dos Sistemas de Ensino Público - Profuncionário, entre outras providências.
     A partir de agora, esse grupo de funcionários, sob a condição de ser portador dos referidos diplomas, não se trata mais de Auxiliares de Secretaria, Auxiliares Administrativos, Auxiliares de Serviços Gerais, Merendeiras, ou coisa do gênero. Trata-se de Técnicos em Educação com habilitações específicas em Gestão Escolar, Infra-estrutura e Ambiente Escolar, Alimentação Escolar e Multimeios Didáticos, entre outras já aprovadas pelos órgãos deliberativos nacionais.
     Com essa Formação, esses nossos Grandes Funcionários passam a ser, sob os critérios da democracia escolar, é claro, os Administradores e Gestores, os Engenheiros e Arquitetos, os Nutricionistas, os Profissionais da Informatização em nível médio e/ou pós-médio das nossas escolas. É mão de obra qualificada, reconhecida e valorizada dentro das escolas brasileiras.
     É claro que as atribuições do título acompanharão o portador desse título, mas o estigma chegou ao seu fim. Sintam-se! Vocês são também EDUCADORES!
     Eu também sonhei com essa conquista para o fim dessa disparidade social dentro daquilo que chamamos ESCOLA. Se educação é inclusão, e se se ela está assim definida nos artigos 205 e 206 da Constituição Federal/1988 e nos artigos 1º, 3º, 61 e 64 da LDB, entre outras legislações, podem esperar. Ainda há muita coisa a acontecer. Vocês ainda tem muito a ganhar. Acompanhem aqui!
    

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O Índio, personagem da essência do povo brasileiro

     Todos sabem o que representa o dia 19 de abril no Brasil. É o dia do Índio. Personagens da história do Brasil que ainda sofrem a estigmatização da sociedade. Em cumprimento às Leis N° 10.693/2003 e 11.645/2008, a Coordenação Pedagógica do Colégio e Curso Benício Correia (CCBC), fazendo valer o que estabelece também já o 3° e 9° Artigos do Regimento Escolar dessa instituição, vem realizando Formações Continuadas de Professores em Serviço para viabilizar o respeito e a valorização sociocultural, política, econômica e existencial desse outro grupo de cidadãos que completam a essência do povo brasileiro.
     Hoje, 20 de abril de 2012, estamos realizando um evento, fruto dessas Formações. A Profa. Maria Luziara (professora de Língua Portuguesa e Literatura do CCBC), através de um Projeto Didático que se aflorou de sua iniciativa, e coordenado junto ao Prof. Emilson Martiniano (Coordenador Pedagógico e Geral do CCBC) e a Profa. Eliane Félix (Diretora do CCBC) e ainda com a participação de todos os demais professores, funcionários e alunos da casa não só fazem menção aos índios, mas os trazem de fato e de verdade para o seio da escola brasileira, fazendo-os notórios e importantes para a consciência das nossas gerações.
     Gostaríamos de fazer um trabalho como este no próprio dia 19 de abril, mas como índios, eles têm suas tradições locais em que devem todos participar de seus ritos neste dia. Mas temos, como propõem as Leis mencionadas acima, todos os outros dias do ano para fazer essa menção. Por isso, essa homenagem, esse trabalho de conhecimento coletivo e permanente.
      Abaixo algumas imagens desse momento, com índios reais da Tribo Fulni-ô (Águas Belas/PE), um remanescente existente em nosso Estado (Pernambuco). 


















 Uma realização: Colégio e Curso Benício Correia (CCBC) - 25 anos educando gerações.
 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A Sustentabilidade da Educação em Quatro Pilares

     Depois de haver ministrado uma Formação Continuada para Professores no Município de Aliança sob o tema "A sustentabilidade da Educação em quatro pilares", em 1º de fevereiro de 2012, o Prof. Emilson Martiniano ministrou também uma Palestra para todos os Professores da Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio) da Rede Municipal de Ensino de Itaquitinga/PE a convite da Secretaria de Educação daquele Município que escolheu essa mesma temática.
     Muitos professores tem me procurado e solicitado o texto da palestra e da formação. Aqui todos podem ter a essência do tema publicado como subsídio para apoiar os conhecimentos ali ampliados. Desejo sucesso para vocês no exercício dessa grande missão: EDUCAR!


 O papel da Educação

    A educação deve transmitir de forma maciça e eficaz cada vez mais saberes e saber-fazer evolutivos, adaptados à civilização cognitiva, pois são as bases das competências do futuro. Compete-lhe encontrar e assinalar as referências que impeçam as pessoas de ficar submergidas nas ondas de informações, mais ou menos efêmeras, que invadem os espaços públicos e privados e as levem a orientar-se para projetos de desenvolvimento individuais e coletivos.

Uma visão prospectiva na Educação

    Não basta que cada um acumule no começo da vida uma determinada quantidade de conhecimentos de que possa abastecer-se indefinidamente. É necessário estar à altura de aproveitar e explorar, do começo ao fim da vida, todas as ocasiões de atualizar, aprofundar e enriquecer estes primeiros conhecimentos, e de se adaptar a um mundo em mudança.

Como a Escola deve estar organizada


    Para poder dar respaldo às escolas no século XXI, a educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda a vida serão, de algum modo, para cada indivíduo, os pilares do conhecimento, os quatro pilares da educação:

•    Aprender a conhecer;
•    Aprender a fazer;
•    Aprender a viver juntos;
•    Aprender a ser.

Aprender a CONHECER

    Significa, nada mais, nada menos, “adquirir os instrumentos da compreensão”.
    Esse tipo de aprendizagem pode ser considerado, simultaneamente, como um meio e como uma finalidade da vida humana. Meio, porque se pretende que cada um aprenda a compreender o mundo que o rodeia para desenvolver as suas capacidades profissionais, para comunicar. Finalidade, porque seu fundamento é o prazer de compreender, de conhecer, de descobrir.

Peculiaridades do Aprender a CONHECER


    O aumento dos saberes que permite compreender melhor o ambiente sob os seus diversos aspectos, favorece o despertar da curiosidade intelectual, estimula o sentido crítico e permite compreender o real, mediante a aquisição de autonomia na capacidade de discernir.
    É essencial que cada criança, esteja onde estiver, possa ter acesso às metodologias científicas. A formação inicial deve fornecer a todos os alunos instrumentos, conceitos e referências resultantes dos avanços das ciências e dos paradigmas do nosso tempo.
    Aprender a conhecer supõe, antes de tudo, aprender a aprender, exercitando a atenção, a memória e o pensamento.

Aprender a FAZER

    É preciso aprender a fazer para poder agir sobre o meio envolvente.Aprender a conhecer e aprender a fazer são, em larga medida, indissociáveis. Mas a segunda aprendizagem está mais estreitamente ligada à questão da formação profissional. Aprender a fazer não pode continuar a ter o significado simples de preparar alguém para uma tarefa material bem determinada, para fazê-lo participar no fabrico de alguma coisa.

Saindo da noção de qualificação à noção de competência 

    Qualidades como a capacidade de comunicar, de trabalhar com os outros, de gerir e de resolver conflitos, tornam-se cada vez mais importantes. E esta tendência torna-se ainda mais forte, devido ao desenvolvimento do setor de serviços.

A relação: Qualificação X Competência 

    Substituem-se hoje, cada vez mais, a exigência de uma qualificação, ainda muito ligada à ideia de competência material, pela exigência de uma competência que se apresenta como uma espécie de coquetel individual, combinando a qualificação em sentido estrito, adquirida pela formação técnica e profissional, o comportamento social, a aptidão para o trabalho em equipe, a capacidade de iniciativa, o gosto pelo risco.
    A relação com a matéria e a técnica deve ser completada com a aptidão para as relações interpessoais.
    O desenvolvimento dos serviços exige, pois cultivar qualidades humanas que as formações tradicionais não transmitem, necessariamente e que correspondem à capacidade de estabelecer relações estáveis e eficazes entre as pessoas.

Aprender a VIVER JUNTOS

    Esta aprendizagem deve ser efetuada com o fim de participar e cooperar com os outros em todas as atividades humanas. É uma aprendizagem que representa, hoje em dia, um dos maiores desafios da educação. O mundo atual é, muitas vezes, um mundo de violência que se opõe à esperança posta por alguns no progresso da humanidade.

Um conflito da história humana

    Muito naturalmente, os seres humanos têm a tendência a supervalorizar as suas qualidades e as do grupos a que pertencem, e a alimentar preconceitos desfavoráveis em relação aos outros. E é de lamentar que a educação contribua, por vezes, para alimentar este clima, devido a uma má interpretação da ideia de emulação.
    E para reduzir o risco, não basta por em contato e em comunicação membros de grupos diferentes.

O que fazer para melhorar a história desse quadro?

    Se o contato entre os humanos, membros de grupos sociais diferentes, se fizer num contexto igualitário, e se existirem objetivos e projetos comuns, os preconceitos e a hostilidade latente podem desaparecer e dar lugar a uma cooperação mais serena e até à amizade.
    A educação deve utilizar duas vias complementares. Num primeiro nível, a descoberta progressiva do outro. Num segundo nível, e ao longo de toda a vida, a participação em projetos comuns, que parece ser um método eficaz para evitar ou resolver conflitos latentes.
    A educação tem por missão, por um lado, transmitir conhecimentos sobre a diversidade da espécie humana e, por outro, levar as pessoas a tomar consciência das semelhanças e da interdependência entre todos os seres humanos do planeta.

Aprender a SER

    Esta aprendizagem é a via essencial que integra as três precedentes. Aqui, a educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa – espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade. Cumpre-lhe conferir ao ser humano a liberdade de pensamento, discernimento, sentimentos e imaginação de que necessita para desenvolver os seus talentos e permanecer, tanto quanto possível, dono do seu próprio destino.

Como transformar o século na esfera da educação

    O século XXI necessita de talentos e de personalidades, mais ainda de pessoas excepcionais, igualmente essenciais em qualquer civilização. Convém oferecer às crianças e aos jovens todas as ocasiões possíveis de descoberta e de experimentação – estética, artística, desportiva, científica, cultural e social –, que venham completar a apresentação atraente daquilo que, nestes domínios, foram capazes de criar as gerações que os precederam ou suas contemporâneas.

Inovação: imaginação e criatividade

    Na escola, a arte e a poesia deveriam ocupar um lugar mais importante do que aquele que lhes é concedido.
    A preocupação em desenvolver a imaginação e a criatividade deveria, também, revalorizar a cultura oral e os conhecimentos retirados da experiência da criança ou do adulto.
    O desenvolvimento tem por objeto a realização completa do homem, em toda a sua riqueza e na complexidade das suas expressões e dos seus compromissos: indivíduo,membro de uma família e de uma coletividade, cidadão e produtor, inventor de técnicas e criador de sonhos.
    Os tempos e as áreas da educação devem ser repensados, completar-se e interpenetrar-se de maneira a que cada pessoa, ao longo de toda a sua vida, possa tirar o melhor partido de um ambiente educativo em constante ampliação.

O pilar mais importante na sustentação da educação

    Cada um dos quatro pilares do conhecimento deve, entretanto, ser objeto de atenção igual por parte do ensino estruturado. Não há um pilar mais importante que outro. Um pilar que seja, que tenha sido retirado de uma estrutura, pode comprometer toda a obra em construção.
    As quatro vias do saber constituem apenas uma, dado que existem entre elas múltiplos pontos de contato, de relacionamento e de permuta.

REFERÊNCIAS

MARTINIANO, Emilson; SILVA, Maria José da. Análise e relatório de práticas de ensino. João Pessoa: UVA/UNAVIDA, 2009. 352p.

MARTINIANO, Emilson. Fundamentos teóricos e metodológicos da educação numa perspectiva pedagógica. João Pessoa: UVA/UNAVIDA, 2010. 79p.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E UNESCO. Educação: um tesouro a descobrir: Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação sobre o século XXI. 7. ed. São Paulo: Cortez – Brasília – DF – MEC/UNESCO, 2002.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Formação Continuada de Professores "A sustentabilidade da educação em quatro pilares"

     Nesta terça-feira, dia 31 de janeiro de 2012, o Prof. Emilson Martiniano ministra para Escolas da Rede Particular de Ensino do Município da Aliança, e no dia seguinte, 1º de fevereiro de 2012, para a Rede Pública de Ensino do Município de Itaquitinga uma FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES EM SERVIÇO sob o tema "A SUSTENTABILIDADE DA EDUCAÇÃO EM QUATRO PILARES".

Dia: 31 de janeiro de 2012
Local: Sede do CCBC, situada à Rua Luiz Cavalcante de Melo, 170 - Centro - Aliança -PE
Horário: 13h

Dia: 1º de fevereiro de 2012
Local: Sede da Escola Cunha Rabelo, na Av. Antônio Carlos de Almeida, Centro - Itaquitinga - PE
Horário: 13h

OBS.: Logo que cumprida a agenda, os interessados poderão adquirir aqui a íntegra da palestra.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Conhecendo peculiaridades dos gêneros "Cartum" e "Charge"


O CARTUM

            O cartum é um tipo de texto humorístico. É uma espécie de anedota gráfica sobre o comportamento humano que pode usar apenas a linguagem não-verbal ou misturá-la com a verbal. Em geral, aborda situações atemporais e universais, isto é, que poderiam acontecer em qualquer tempo ou lugar.
            O nome cartum veio de um fato ocorrido em 1841, em Londres: Para decorar o Palácio de Westminster, o príncipe Albert promoveu um concurso de desenhos, feitos em grandes cartões (cartoons, em inglês) que seriam colados às paredes. Para satirizar os desenhos oficiais, a revista inglesa Punch, a primeira revista humorística do mundo, resolveu publicar seus próprios cartoons, dando novo significado à palavra.

O cartum é um texto humorístico que usa a linguagem não-verbal, combinada ou não com a verbal. Normalmente, retrata situações universais e atemporais, satirizando os costumes humanos.


Veja um exemplo de cartum abaixo:
NANI. In: www.nanihumor.com. Aceso em 20 out.2011




 
A CHARGE

                Ao contrário do cartum, que retrata situações genéricas, a charge satiriza um fato específico, situado no tempo e no espaço. Outra diferença é que, enquanto as personagens do cartum costumam ser pessoas comuns, as da charge, muitas vezes, são personalidades públicas – um político ou artista, por exemplo.
            Tanto o cartum quanto a charge, porém, têm em comum o fato de poderem usar apenas a linguagem não-verbal ou esta associada à linguagem verbal. Finalmente, ambos costumam ser publicados em veículos de comunicação de massa, como jornais ou revistas.
            Em francês, a palavra charge significa “carga”: de fato, o chargista “vai à carga”, atacando com ironia e mordacidade uma situação política ou social.
            A charge faz parte do material de opinião, isto é, aquela parte dos jornais e revistas em que cada autor expressa seu ponto de visa sobre determinado assunto. Em geral, localiza-se na página de editoriais, a página mais nobre da publicação.
            A compreensão da crítica feita pelo chargista depende da cumplicidade estabelecida entre autor e leitor. Por isso, o leitor precisa ter um conhecimento prévio do assunto abordado e conhecer as circunstâncias, as personagens e os fatos retratados. Assim, a charge pode perder seu sentido se o acontecimento que a inspirou tiver sido esquecido pelo público.

Charge é um desenho humorístico, acompanhado ou não de texto verbal. Normalmente, critica um fato ou acontecimento específico e aborda temas sociais, econômicos e sobretudo políticos.

Veja um exemplo de charge abaixo:
JARBAS. In: www.diariode pernambuco.com.br. Acesso em 18 out. 2011.
 
REFERÊNCIA
SARMENTO, Leila Lauar. Oficina de redação. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2006. 472p. (p.43-45).

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Gênero Textual, definições exemplificadas através da História em Quadrinhos


GÊNERO TEXTUAL

      O gênero textual, por sua vez, diz respeito à diversidade de estruturas de textos, com caracteríticas, marcas e funções específicas para cada situação do ato comunicativo.Uma receita, uma bula de remédio, uma carta, um e-mail, um telefonema, um cartum, uma história em quadrinho, cada um destes tem uma estrutura, uma marca textual e uma função específica. Cada um deles assume um papel diferente. Cada um deles é um gênero textual da nossa prática comunicativa.

O GÊNERO TEXTUAL "HISTÓRIA EM QUADRINHOS (HQ)"

HISTÓRIA EM QUADRINHOS (HQ)

            O quadrinista pode nos transmitir mensagens importantes por meio da linguagem dos quadrinhos (ou quando muito curtos, também chamados de tira ou tirinha), empregando ou não o humor. Leia a tira a seguir, e analise:

1)   Como o quadrinista conseguiu criar humor nessa tira?
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2)   O que se pode concluir quanto ao comportamento de Hagar?
______________________________________________________________________

História em quadrinhos (HQ) é uma narrativa visual que, normalmente, expressa a língua oral e apresenta um enredo rápido, empregando somente imagem ou associando palavra e imagem.

            As histórias em quadrinhos podem ou não ter humor como efeito de sentido, e podem ser definidas como arte sequencial, pois são desenhos em sequência que narram uma história.
            Na arte sequencial, a comunicação se faz por intermédio de imagens que o emissor e o receptor identificam. Para “ler” uma HQ, é preciso interpretar imagens, relacionar estas com as palavras e perceber relações de causa e efeito.
            Os quadrinhos estão por toda a parte. Servem para entreter, mas podem veicular uma mensagem instrucional – podem ser usados para uma campanha de economia de água, para alertar sobre riscos de doenças ou para transmitir informativos de trânsito, por exemplo.
            A HQ em geral envolve várias técnicas narrativas através dos dois canais: imagem e texto escrito. Para compreender a mensagem, o leitor precisa relacionar os elementos de imagem (icônicos) com os de texto (linguísticos).
            O diálogo na HQ é apresentado na forma direta; no entanto, não é transcrito do mesmo modo que, por exemplo, o diálogo em contos ou peças teatrais. As falas são indicadas, em geral, por meio de balões, estabelecendo-se uma comunicação mais imediata entre os personagens e o leitor, já que o texto é incorporado à imagem.

            Conheçamos alguns elementos das histórias em quadrinhos:

·        Localização dos balões: indica a ordem em que se sucedem as falas (de cima para baixo, da esquerda para a direita).
·        Contorno dos balões: varia conforme o desenhista; no entanto, alguns são comuns, como os que apresentam linha contínua (fala pronunciada em tom normal); linhas interrompidas (fala sussurrada); ziguezague (um grito, uma fala de personagem falando alto, ou som de rádio ou televisão); em forma de nuvem (pensamento). Há ainda casos em que a fala de uma determinada personagem pode aparecer sem contorno de balão, cuja fala ocupando uma boa parte do quadrinho, o que reforça que esta personagem está irritada e gritando.
·        Sinais de pontuação: reforçam sentimentos e dão maior expressividade à voz do personagem.
·        Onomatopeias: conferem movimento à história, imitando sons do ambiente (crash para uma batida, ou buuuum para uma explosão, por exemplo) ou produzidos por pessoas e animais (zzzz, para sono, rrrrrr, para o rosnado de um cão, etc).

     Para se produzir histórias em quadrinhos, o quadrinista (que pode ser você) precisa, além de realizá-la dentro de um determinado contexto em que a história acontece e de ter habilidade para produzir desenhos, conhecer também os recursos gráficos que indicam em que circunstâncias as personagens efetuam suas falas (num diálogo, com raiva, à distância, com agressiovidade, com paixão, etc). Para isso, apresento alguns recursos gráficos a que me refiro: os balões:


 

REFERÊNCIA

SARMENTO, Leila Lauar. Oficina de redação. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2006. 472p. (p.45-49).

SOARES, Magda. Português: uma proposta para o letramento. 6º ano. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2002. 264p. (p.34-39).

Texto, Língua e Linguagem: Que diferença há entre eles?


TEXTO, LÍNGUA E LINGUAGEM

     Para compreendermos essa dinâmina do campo linguístico (Língua e Linguagem resumem-se simplesmente em Linguística), faz-se necessário termos conhecimento de alguns conceitos. Para tanto não damos aqui definições exatas do que colocamos em questão, mas uma definição que possibilita uma compreensão numa linguagem facilitada.


Definições:
  • Texto: é tudo o que emite uma mensagem, uma informação;
  • Língua: Refere-se a uma dada língua natural e particularmente histórica, com características e especificidades próprias. Como exemplo de língua, podemos apontar a "Língua Portuguesa", a "Língua Inglesa", a "Língua Espanhola", entre outras. Podemos entendê-la também como idioma, ou ainda como o idioma sem uso;
  • Linguagem por sua vez é a língua em uso. Quando fazemos uso da língua estamos n a os apropriando da linguagem.
     Assim, podemos estabelecer os seguintes princípios:

     Para ser texto, esse texto não pode ser compreendido apenas como um conjunto de palavras que emitam uma determinada informação pois, mesmo sem palavras, existem, por exemplo, algumas imagens, algumas figuras, que sozinhas nos informam alguma coisa. É o caso do semáforo, as placas de sinalização de direção no trânsito, placas de indicações turísticas que indicam igrejas, restaurantes, hoteis, por exemplo.
  • Quando o texto, então, é constituído por palavras dizemos que ele é verbal;
  • Quando o texto é constituído apenas por imagens, dizemos que ele é náo-verbal;
  • Quando o texto é constituído por palavras e imagens, dizemos que ele é verbal e não-verbal.
     Compreenda-se que o termo "verbo", de origem grega (logos) significa "palavra". Por essa razão, é que utilizando-se ou não de palavras, é que dizemos se um texto é verbal ou não-verbal.
     Podemos dizer ainda, quando o texto é verbal, que ele pode ser oral ou escrito. Quando falamos estamos produzindo um texto oral e quando escrevemos, um texto escrito.
     Da mesma forma, a linguagem que utilizamos para produzir os nossos textos também pode ser verbal ou não-verbal, oral ou escrito:
  • Verbal: quando utiliza-se de palavras;
  • Não-verbal: quando não se utiliza de palavras;
     Quando o texto é verbal, podemos classificá-lo ainda em dois subtipos de uso da palavra. O texto verbal pode ser:
  • Oral: quando o texto que produzimos está expresso apenas na fala;
  • Escrito: quando o texto é registrado através da escrita.
     Mas ainda quanto à linguagem, sua tipologia não se restringe apenas a estes quatro tipos, pois a linguagem ainda pode ser:
  • Gestual (a mímica, por exemplo). Aqui os portadores de necessidades especiais como os mudos-surdos, por exemplo, se comunicam através dos gestos, da linguagem dos sinais;
  • Facial. Através de movimentos faciais podemos indicar alguma informação;
  • Corporal. Através dos movimentos do corpo podemos informar nosso cansaço físico, dores no corpo, entre outras possíveis situações.

TIPOLOGIA TEXTUAL

     Não confundamos tipo de texto com gênero textual. A tipologia diz respeito a uma pequena peculiaridade de cada texto. Os principais tipos de texto assumem o seguinte perfil:

  • Texto Narrativo: Sua principal característica é contar alguma coisa. É o registro de alguma ocorrência;
  • Texto Descritivo: Sua principal característica é descrever alguém, algum lugar, algum ser vivo ou bruto ou algum objeto. É caracterizar algum destes elementos. Por exemplo, citar qual cor, que tamanho, que grandeza, etc;
  • Texto Dissertativo: Sua principal característica é o desenvolvimento de um ponto de vista sobre um determinado assunto;
  • Texto Argumentativo: Sua principal característica é questionar o ponto de vista de alguém com seus próprios argumentos, entre outros tipos.

REFERÊNCIAS

SARMENTO, Leila Lauar. Oficina de redação. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2006. 472p.
SOARES, Magda. Português: uma proposta para o letramento. 6º ano. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2002. 264p.

Programa "Itaquitinga do Futuro" viabiliza Formação Acadêmica Pós-Médio para cidadãos itaquitinguenses


     Convidados pela Secretaria de Educação (SEDUC) da Prefeitura Municipal de Itaquitinga (PMI), para efetivar no Município um Programa de Formação Acadêmica Pós-Médio para os cidadãos itaquitinguenses, integram o Corpo Docente do Programa os Professores Emilson Martiniano, Isabel Veiga, Sales, Geraldo, Ailson Jardim e Élder Carlos.
     Aqui nesta página digital, os usuários poderão observar como as aulas da Disciplina "Gêneros textuais em situações discursivas - Língua Portuguesa" ministrada pelo Prof. Emilson Martiniano se dará ao longo do período em que se dará a execução do Itaquitinga do Futuro.
     O Programa foi lançado pelo próprio Prefeito do Município no mês de dezembro de 2011, Dr. Geovani, diante de um grande público que participava da exposição do Projeto Escola Feliz, próprio da SEDUC, que culminou com uma Palestra contra o uso de drogas proferida pela Delegada de Polícia do Município, e deu-se início ao Programa em 4 de janeiro de 2012.
     Como solicitado pela Secretaria de Educação,  no dia do lançamento do Programa, o Prof. Emilson Martiniano, abordou sobre perspectivas do Programa. Em seu discurso, no Clube Municipal de Itaquitinga, ele disse:

     "Dirigindo-me ao Excelentíssimo Sr. Prefeito do Município de Itaquitinga, em nome de quem eu saúdo a todos da mesa e todos que estão presentes aqui nesta ocasião, boa noite!
     Excelentíssimo Sr. Prefeito, antes de falar sobre o Programa que acabara de ser lançado por V. Exa., gostaria de externar a minha satisfação em chegar à cidade de Itaquitinga. Depois de cerca de 10 anos sem vê-la, percebo hoje um grande avanço, desenvolvimento estampado na face de Itaquitinga a fazendo uma cidade digna de alcançar o futuro... um futuro próspero, um futuro de desenvolvimento sociocultural, político e econômico. Parabenizo a Gestão Pública Municiopal por essa transformação, fazendo um trabalho não só com eficiência, mas um trabalho com eficácia.
     Foi com uma felicidade intensa que recebendo um telefonema da Sra. Secretária de Educação deste Município, a Profa. Veridiana Carvalho, minha amiga Verinha de grandes encontros importantes do contexto educacional em diversas cidades deste Estado, fui impactado com seu convite para integrar o Itaquitinga do Futuro. Ali, recebi com carinho o convite e de imediato me predispus à integralização do Corpo Docente do Programa, atendendo à solicitação da Secretaria de Educação que me solicitou uma Proposta Pedagógica que a elaborando, denominei-a de Proposta Pedagógica Pós-Médio para o ensino de Língua Portuguesa e a enviei à SEDUC para análise e validação. Isso feito, hoje estou aqui para ser recebido nos corações dos itaquitinguenses que, acredito, estão abertos para me receber.
     No decorrer dos anos, percebemos que os jovens do passado tem sentido uma insatisfação em rela~ção às oportunidades socioeducacionais no que tange ao acesso à universidade, às faculdades e aos centros universitários do nosso país. E os jovens do presente, apesar de, em muito termos avançado com a oferta de outras políticas que focam também o atendimento a esse campo da vida social, vem herdando essa mesma insatisfação, pois ainda há muito a fazer.
     Nessa perspectiva, e respaldados não mais num Projeto de Lei idealizado pelo Poder Executivo desta cidade, mas numa Lei sancionada no Município, essa necessidade vem trazer a possibilidade de atendermos essa demanda, e a minha proposta, já que me refiro à área que me cabe (Língua Portuguesa) visa possibilitar aos cidadãos do Município o acesso instrumentalizado dos recursos linguísticos da nossa língua para o enfrentamento desses desafios representados não só pelo tradicional concurso vestibular como também pelo Exame Nacional do Ensino Médio que hoje já soma nossa instrumentalização para esse desafio.
     Assim sendo, espero fazermos um trabalho brilhante desejando a todos um Natal iluminado e um Ano Novo feliz no mesmo contexto do Projeto Escola Feliz. Obrigado!"

     Assim sendo, no dia 4 de janeiro de 2012, todos foram surpreendidos com o número de pessoas inscritas, e no decorrer dos dias, à medida que o programa é executado, mais e mais pessoas acabam por despertar o interesse por participar dessa prática socioeducativa de sua próprtia construção.
     Como o Prof. Emilson Martiniano utiliza como metodologia de ensino também o que ele denomina "Educação mediada por Tecnologia", esta página será um dos instrumentos utilizados em sua prática pedagógica para acompanhar os alunos numa modalidade de Educação à Distância, podendo todos os alunos consultar à página, postar comentários sobre cada encontro realizado, questionar, perguntar, sanar dúvidas, enfim, onde poderão manter contato permanente em situações pedagógicas.
     Convido a todos, então, a estarem atentos às aulas presenciais, e abertos à receberem e construírem novos conhecimentos a partir desses contatos, tendo uma visão de futuro, perspectivas de prosperidade e seriedade com o seu próprio sonho e necessidade de ser e ter. Acompanhem as aulas e as próximas postagens!